INTRODUÇÃO
Mais
de sessenta proteínas já foram identificadas e caracterizadas no plasma
sangüíneo. Essas proteínas podem ser grosseiramente divididas em proteínas com
que não contém carboidratos (albumina) e em glicoproteínas.
As
glicoproteínas são proteínas simples unidas a carboidratos, geralmente,
polissacarídeos, ao que se deve a viscosidade das suas soluções; são proteínas
formadoras de muco nos tecidos e nas secreções e, do ponto de vista estrutural,
intervêm como componentes de ligamentos, tendões, cartilagens,
etc.
A
alfa-1 glicoproteína ácida (AGPA) também conhecida como
orosomucóide, tem uma massa molecular de 44.000, é muito ácida
(pH 3,5), possui um alto teor de carboidrato
(41%), o que a torna muito estável e muito solúvel passando
pelo filtro glomerular em larga extensão, resultando em uma meia vida de apenas
5 (cinco) dias na
circulação.
A
maior síntese da AGPA é no fígado; também pode ser sintetizada
pelos leucócitos e por células tumorais. O nível de AGPA no
sangue varia de acordo com o sexo e a idade. A função fisiológica é
desconhecida, porém, sabe-se que a mesma pode ligar-se a hormônios como a
progesterona, anestésicos, antibióticos, psicotrópicos, anticoagulantes,
antiarrítimcos entre outros.
A
AGPA é uma proteína de fase aguda como a alfa-1 antitripsina,
haptoglobina, ceruloplasmina, fibrinogênio e proteína C reativa. Essas proteínas
compartilham a propriedade de mostrar elevações nas concentrações em resposta
aos estados de stress ou inflamatório que ocorrem com infecções, ferimentos,
cirurgias, trauma ou outras necroses tissulares.
De
maneira geral, o aumento das proteínas de fase aguda indica um reforço nos
mecanismos de defesa com função de inibir ou neutralizar as enzimas lisossomais
liberadas pelos leucócitos fagocitários durante a necrose
tissular.
Em nosso meio, é muito comum solicitar-se, entre outros, a determinação
de mucoproteínas para o diagnóstico das enfermidades de fase aguda; nesse estudo pretende-se
correlacionar as duas metodologias.